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Tudo azul no céu de quem entende que as nuvens são necessárias e passageiras. A Comunicação Interna


Quando parece que a empresa está organizada com relação aos seus processos comunicacionais, basta uma pequena ou uma grande crise para vermos a fragilidade técnica e emocional das pessoas envolvidas. Definitivamente, as organizações têm imensa dificuldade em gerir a informação pertinente aos fatos, principalmente aos desagradáveis, com prudência, raciocínio, lógica e discernimento, sem pessoalizar ou apontar culpados.

Uma pesquisa que vimos realizando ao longo de quinze anos, junto a gestores de organizações em geral, associada a diversas entrevistas com presidentes e executivos, tem comprovado a necessidade de uma urgente revisão no formato ao qual as empresas têm adotado para gerir seu processo comunicacional. Parece-me muitas vezes que o estado de acomodação é geral, em se permitir a continuidade de movimentos commodities como os principais caminhos para se distribuir a informação internamente. Ou ao contrário, tenho visto em alguns clientes a iniciativa da área de tecnologia introduzir, num volume assustador, novas ferramentas de Comunicação Interna, quando nem se tem a competência de lidar bem com um simples e-mail. Fica um cenário de quanto mais eu tiver opções tecnológicas modernas, apesar de não usá-las adequadamente, mais eu estarei inserido no connected world. Insiste-se que as áreas de Recursos Humanos, Marketing ou Comunicação sejam as únicas responsáveis pela gestão da informação e também que os boletins, murais, news, intranet e agora WhatsApp façam o papel de levar a todos os stakeholders o que precisa e deve ser comunicado. É necessário compreender que de um lado existe uma pessoa e do outro também. Entender que as formas de relacionamento mudaram e que, embora a tecnologia venha auxiliando muito, as pessoas estão clamando por uma atenção diferenciada nos ambientes corporativos.

Os seus “vazios” interiores e indagações pessoais na busca por um propósito maior têm invadido os bastidores dos solos empresariais em todos os níveis, seja qual função essas pessoas ocuparem. Estas incertezas na busca pelo desconhecido, que gere maior significado em tudo que se faça, exige que a relação capital x trabalho seja revisada com urgência, sob o risco de colapsar muito aquém do que imaginamos. Tem borbulhado nas organizações sensações e sentimentos de “coisas sem sentido”. As pessoas estão numa ansiedade e num descontentamento generalizado, projetando uns para os outros a “culpa” das situações erradas ou das mais difíceis que se sucedem. Ninguém toma para si a responsabilidade da Comunicação eficiente. Nem gestores, nem diretores, nem CEOs, nem coordenadores, supervisores, líderes, etc., enfim, a grande maioria destes públicos se perde num vasto território operacional que consome o raciocínio lógico e estruturado, mecaniza as relações sob o pretexto de que tudo é assim pela busca do RESULTADO.

Esquece-se que resultado mesmo se atinge quando as pessoas começam a entender o porquê dos fatos, têm claras as expectativas sobre si e seu papel e vice-versa; atuam num caminhar desprovido de intenções de julgamento e se amparam apenas pelo senso colaborativo. Fala-se na horizontalização dos negócios, no empoderamento dos colaboradores, e continuamos agindo exatamente como no período da Revolução Industrial, onde as relações CNPJ e CPF distanciavam o pensar do agir. Estou convencida de que a Comunicação Interna, maquiada muitas vezes pelos conceitos de Endomarketing, quando estruturada sob alicerces de expectativas e responsabilidades mútuas, de cocriação, de entendimento do contexto, seja notícia boa ou ruim, seja sob um céu azul ou cheio de nuvens, é fator gerador de estímulo de novas emoções, novas energias e, principalmente, cumplicidade para se construir soluções que farão sentido para todos. Vamos começar pela prática do ouvir prescindindo julgamentos. Simplesmente ouvir. Se não entendermos, pratiquemos o perguntar, e perguntar e perguntar, até entendermos. Este é um bom começo!


Jacqueline Lima

Criadora do Programa Gestor Comunicador

Jornalista e diretora da Adequá Comunicação Estratégica

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Metodologia interdisciplinar e multinível que organiza, estrutura, sistematiza e mede o Processo de Alinhamento da Gestão das Organizações, a partir de duas Matrizes - Matriz Individual e Matriz Corporativa - e de 10 grandes Dimensões que, integradas, preparam a liderança como principal canal de disseminação do conhecimento.

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